domingo, 14 de julho de 2013

Heróis também morrem

Matei meus heróis pouco a pouco. Alguns morreram de overdose, outros de tiros, outros de acidente de carro, alguns caíram do abismo. Mas, teve um grupo que foi interessante, senão o mais, fiz com que enlouquecessem e se auto mutilassem, arrancaram suas dores com pedaços dos próprios corpos, um em especial escreveu seu último livro com o sangue do próprio corpo, uma riqueza, uma dádiva divina, uma leitura interessante e excitante. E pouco a pouco arrancaram-se dedos, começaram pelas unhas, então evoluíram pros dedos, mãos, pedaços dos braços e assim sucessivamente. Até chegarem aos olhos, as janelas das almas. E por fim  se devoraram em rostos e almas espalhadas a calminho de alguma salvação, se é que existe. Viveram entre Oito e o Oitenta. E continuo na minha vida de assassino de aluguel de falsos heróis, já que o meu caiu do muro quando namorava.

Nenhum comentário:

Postar um comentário