quarta-feira, 8 de fevereiro de 2012

Exposição de amor e luxúria.

Fotografia por: Caroline Olivares
Quando você me chega - sem pompa e circunstâncias - e pega de forma veloz e feroz - meu corpo indefeso, quando você me canta: "Eu sempre fui só de você, e você sempre foi de mim" e me encanta, e enfeitiça. Esses momentos luxuosos em que joga toda a minha fragilidade sobre a cama - suja e mal paga - e se contra-põe sobre essa fragilidade, deitando-se em meu corpo, isso me acalma e me enlouquece em segundos misturados - como em liquidificador - e jorrados no leito de luxúria. E me arranca - em meio a arranhões, tapas e gemidos - a camisa branca e lambe todo o meu corpo esquio, lambe toda a minha pureza. E me chupa os mamilos me fazendo gemer e contorcer a minha loucura continua, me fazendo retorcer todo a minha fragilidade em meios a puxões, arranhões e gemidos frenéticos - em um tom maior, que os vizinhos reclamariam - de forma pulsante. Puxa a minha calça e me beija, e lambe toda perna que caminha durante as vidas que me cruzam diariamente, e toma de forma voraz toda a dor que carrega. Arranca a minha defesa e me destrói, me faz agonizar para não parar, rompe a minha ingenuidade e pureza, e penetra toda a luz do mundo em meu corpo, me fazendo pedir para não parar com essa paz que me traz. E me leva até o delírio profundo, fazendo rugir a madeira podre que nos sustenta. E quando acaba a nossa vontade de luxúria, o corpo acalma e a mente pensa em mil coisas. Adormecemos e acordo enrolado em seus braços fortes, me sinto protegido. E fico lhe admirando, como uma paisagem e adormeço novamente sabendo que esse se repetirá, pela manhã fria. 

Matheus A. 
08/12/2012