quinta-feira, 26 de maio de 2011

O doce deleite.

            Foi a unica vez que ele não quis argumentar. Clara continuaria em pé, esperando o tal - metaforicamente falando - homem que nas noites anteriores, fizera juras concretas de amor, mandará flores pelo carteiro, que fez muitas estrepolias. Na ultima noite, falou que iria passar em seu apartamento para apanhar algumas roupas. Clara concordou, eles se despediram, Clara não fora trabalhar naquela tarde, alegou que estava doente - e estava mesmo, o nome de tal mal era paixão - , Clara estaria apaixonada - e não aguentaria tal sentimento em seu peito frágil, pequeno e delicado.- O homem a quem juraria seu amor puro, não chegava até aquela hora, isso porque já se passava das 20:30 hrs. Ela esperava ansiosa, pensava que havia acontecido qualquer imprevisto. Não, ele não retornaria a sua casa, nem a cama, muito menos aos braços de Clara. Não quis nem ao menos voltar pra usufruir pelo ultima vez do seu corpo puro.
            Clara ligou para o tal anfitrião de seu coração, ele atendeu. Ela o perguntaria - nunca se arrependeu tanto de fazer uma pergunta na sua vida - o porque dele não ter voltado, ele falou toda verdade. Sim, toda a verdade, nua e crua, explicou aos gritos e risadas espalhafatosas que não queria nada sério, que ela era só diversão e tantas outras coisas chulas.
            Clarinha, uma menina tão frágil, preferia a morte a ouvir aquilo tudo e fez uma ultima pergunta.
            Mentiu todas as vezes que me jurou amor? Ele não respondeu e desligou. 
Foi a unica vez que ele não quis argumentar.

terça-feira, 17 de maio de 2011

Despertar.

Se me quer de verdade, não me engane, magoe, machuque. Por que não sei, não consigo mais me refazer, não aguentaria me desmontar totalmente, novamente. Eu me entregarei de verdade a você, se assim quiseres. Agora, percebo antes de todos quando não me querem mais, quando não me querem e ainda sim, não falam. E depois só a minha verdade e minha explicação me vale. Aprenda.