quarta-feira, 27 de abril de 2011

Apenas uma noite.

Aquela noite foi tão especial, só por causa dele.
Se ele não estive lá, nada seria como o foi.
Nada seria tão especial, mais passou.
E eu acho que não volta mais. Não vai. 

Destino fantasioso.


Das noites mal dormidas, dos choros incontroláveis, das promessas de amor, disso tudo eu sinto falta, até dos amassos quentes na cama. Mas passou, nada tem o verdadeiro “feliz para sempre" dos contos de fadas, dos contos da Carochinha, não fui príncipe encantado, não tive uma fada madrinha, não fui um coelho falante, não caí num país das maravilhas, nem ao mesmo o seu amor eu tive, mais acabou, fechamos o livro, apagamos as promessas. “Agora é momento de tentar um momento novo, ficar esperando sempre, pelo palácio de cristais, pelos cavalos brancos, pelos ‘‘Dom Quixote’s”? Não mesmo. Hoje eis o momento que todos esperavam o momento que quem sabe o começo de todas as historias de folhetim tradicional conhece, o momento que a mais angelical das pessoas, é na verdade a bruxa má, o feiticeiro cruel. Agora voltemos à realidade, sofri, chorei, como todo ser humano. Não posso ser melhor que ninguém, posso parecer mais acreditar não. Sofro como qualquer outro.

O café, a porta.

Mas uma caravana se passa. E eu continuo aqui tomando meu café ao olhar pelo fresta da porta como se ver lá fora. O inverno chegando ríspido e você sem um agasalho lá fora. E assim no teu corpo eu fui chuva, pela primeira vez, eu escorreguei pelo seu corpo. Sorri, menina. O meu café esfriou e você não voltou.

Assim a liberdade.

Eu estou livre, bêbado e livre.
O sol abriu lá fora, eu estou livre.
Eu vou dizer a minhas lembranças que terminou o cigarro e o café.

A quem se foi.

Talvez, eu tenha cansado dos prazeres que a bela vida me deu. Sim, eu cansei desse sentimento - estranho mal colocado - que habita dentro de mim, dessa ligação - masoquista - que tenha se criado. Cansei das pessoas que me rodeiam. 
Eu não sei o que quero, estou descartando o que não quero. A primeira é esse sentimento forte - do qual, talvez eu não queira chamar de amor - que se instalou aqui dentro. Chego a pensar que é ele que me levanta todos os dias, achando que vou ter você aqui, mas é uma mera ilusão. Percebo que o carnaval do meu coração anda tendo brigas de folião e é tudo por sua causa, por que você me imprime esse sentimento ruim que eu levo pra vida, talvez.
Eu não consigo hoje escrever sem que não seja embolando as historias... Pois você sempre entra nos meus pensamentos e fica aqui sem soltar tudo o quero. Sem dizer tudo.

Ne me quites pas.

- Não se vá.
- (Silêncio.)
- Não se vá, fique aqui.
- É preciso ir.
- Então vá.
- Me desculpe, mais é preciso. (Bate a porta.) 

E assim ele se foi, bateu a porta e não olhou pra atrás, acredito que não quis tentar pensar no passado. E o inverno chega pra saudade aumentar. 

domingo, 3 de abril de 2011

Complexidade.

Eu sou o escuro da noite, o frio da madrugada, o choro na frente do espelho, a mão congelada no seu rosto, sou o poço profundo de dor do mundo, sou o largado na estrada, sou o complemento estranho do seu riso, sou as lágrimas que dos olhos de Deus caía, sou o errado do certo, sou a noite do dia. Eu sou a escuridão do mundo. Eu sou tudo de errado que pode haver, eu sei que sou. O seu outono esquecido, por que sempre esquecem o outono e as suas noites geladas, as folhas que caem, sempre esquecem os tons cinza que trago. E será sempre assim, acredito que até o final de tudo, será assim. Mas, o tudo nunca acaba então viverei sendo esquecido, sendo rejeitado. Sendo tudo que acham ruim, por muito tempo. Mas, um dia espero que vejam que sou o que no final glorificariam, eu sei que vão, por enquanto continuarei sendo: o preto do arco íris, o rabiscado do desenho bonito, o papel amassado e jogado no lixo, o espelho quebrado, a reflexão suja, a mente poluída, a falta do amor. Serei o ódio do amor, a in-felicidade da esperança e o choro da criança.

sábado, 2 de abril de 2011

Tanta Exigência.


Acredite, eu já pensei em desistir de você, deixar você ir sozinho e se caso desviasse de caminho, eu nada faria. Mas percebi que não sou capaz de te deixar ir, porque eu preciso da tua presença, eu preciso de você comigo, o tempo todo. Não devia ser assim, eu não devia precisar tanto de você, mas pelo rumo que as coisas estão tomando, percebi que preciso de você mais do que você precisa de mim. Por mais que você não queira a minha presença, eu não vou te deixar na mão, não vou te deixar sozinho. Só prometa que não fará o mesmo por mim. Se eu precisar, não esteja do meu lado, não me ajude, assim como eu fiz e farei com você, pois o que eu mais quero e nunca precisar de você, nem da sua ajuda. Eu só quero é te esquecer e ficar sozinha, pena não poder fazer o mesmo por você, parece que tem um fio, uma ligação invisível que nós une, por que não cortar? E você como ficaria sozinho, perdido no mundo, sem ninguém pra te dar um apoio, uma mão, sem ninguém pra te fazer carinho quando precisar? Eu morreria só em saber que você está sozinho e triste ou até mesmo, acompanhado e triste. A sua tristeza o que me faz tentar suicídio todos os dias, me sinto impotente, sem poder te falar todo esse amor que vive dentro de mim, toda essa paixão quer que saia, mas, não vai, não vai mesmo. Não conseguirei, não poderei te contar jamais. Eu sei que você não aceitaria, fugiria e iria, começar tudo de novo, eu atrás de você e você me ignorando... Eu te amo, não posso te deixar ir, jamais, você é meu, eu nunca serei seu, mais você será pra sempre meu. E fique do meu lado, o tempo que precisar, espero que seja longo esse tempo, até breve, nobre cavalheiro. 

Amélia.


Acabou, tudo o que tinha de perfeito entre nós acabou. Pra melhorar - e complementar, se for o caso - a palavra perfeito ou perfeição - fica a sua escola o substantivo - acaba aqui e agora. Tudo que eu sempre achei perfeito acaba agora. A mulher perfeita - a querida Amélia, não queria ter que fazer isso, mais é preciso, pro nosso bem - se desmonta aqui e agora, o casamento perfeito acaba agora. Os sonhos, os desejos, as noite volúpias de amor? Tudo acaba agora, o nosso lindo e perfeito - sou difícil de dizer, eu concordo - amor, morre aqui, junto como tudo que passamos e vivemos - e até viveremos - acabou simplesmente acabou. Acredito que daqui em diante, pensaremos melhor em chamar e acreditar qualquer coisa de perfeito. E a Amélia que dentro de mim vive? Essa morrerá o mais breve possível, pois de moldados e criados já basta um. Nunca admiti que acreditassem na falsa Amélia - a mulher perfeita - acredito que nem coração a tal tinha, pra nem se quer sofrer. Que pena da Amélia, ela que era mulher de verdade - pena nunca existir. -. Agradeço desde já, por ainda me deixares eu escolher o melhor caminho a seguir. Não acredito na primavera, ela é bonita e perfeita. Acredito no inverno, ele é frio e cortante, é isso que talvez seja a perfeição.