terça-feira, 27 de dezembro de 2011

Constelação Cazuza.

Venha. 
Entre.
Adentre
Caminhe junto.
Não pague essa passagem.
Venha, eu forro as paredes.
Entre.
No meu.
Seu.
Vosso.
No nosso.
Nosso.
Trem para as estrelas. 


Outras correntezas, vinte e seis de dezembro de dois mil e onze. 

sexta-feira, 23 de dezembro de 2011

Calma, tudo está em calma.

"Deixa que um beijo dure, deixe que o tempo cure."

Foi estranho, diferente. Ele sorriu, não praticava esse ato a muito tempo - não involuntáriamente, só sorria forçado, o que pra ele não era sorrir, era mostrar os brancos dentes - foi singular aquele ato, ele simplesmente sorriu, uma coisa que mecheu dias e dias com ele, ele revirou na mente o por que de sorrir para aquele rapaz vistoso que não conhecia, que nunca tinha visto. De onde sairia essa pessoa, será um anjo? - pensou ele - e ficou grilando aquilo por meses, até que percebeu que não parava de pensar naquele rapaz a dias, e só importava ele, sentia saudades o tempo inteiro, queria só a voz daquele ser que conheceu a menos de um mês. Ele tinha acabado de sair de um relacionamento, no mesmo dia que conheceu o tal rapaz, no seu último relacionamento como todos os outros, foi fracassado, foi ruim. Achou até um pouco engraçado, por que ele não sentia falta como era de costume acontecer, ele não sofreu nenhum pouquinho, dessa vez ele estava convencido que não era pra ser nada. E voltando a pensar no tal rapaz, eles se falavam todos os dias, trocavam mensagens. Estava muito feliz, como a muito tempo não se encontrava. E foram se curtindo, se curtindo cada dia mais e mais, como não era costumeiro, seus amigos aprovaram o tal rapaz, gostavam dele, gostavam do que estava acontecendo, essa felicidade toda, sem nenhum pouquinho de blazer. E agora aconteceu o que ele temia, o primeiro obstáculo, a primeira pedra no caminho. O que será que vai acontecer, ele não queria perder esse rapaz tão bondoso, tão vistoso e aceitou que estava apaixonado pelo o tal homem - por que a essa altura, ele já teria provado que não era um rapaz e sim um homem feito -. Sentia que esse iria decolar, mesmo com essa barreira, mas o que é a paixão, perto de um primeiro obstáculo? Eles não pararam, decidiram seguir. E perguntaram a ele: - E se der certo mesmo? E se dessa vez decolar, o que você vai fazer? Ele responderia a tal entrevistador: - E por isso que eu luto, não? Eu não vou deixar fracassar, do meu lado não. Sorriu e acenou, matava um pouco de sua saudade nos telefonemas, nas mensagens, ele percebia que o tal rapaz, ainda estava nessa estrada com ele, que estava com ele na mesma situação e não estava amolecendo, estava com tanto vigor quanto ele. E ele se sentia feliz por isso, muito feliz. E agora a felicidade que uma pessoa trouxe, jamais iria passar, iria dormir por alguns dias e depois voltava com a corda toda, com a felicidade com a carga completa. Ele sorriu e acenou pra Paz que habitava em seu coração.  

segunda-feira, 19 de dezembro de 2011

Miracle.

E de repente, 
eu prefiro te encontrar, 
eu prefiro de te ver, 
eu perco os meus medos quando chego ao seu lado, 
quando me deparo com seu olhar. 

O único medo que eu estou tendo é de você 
não querer mais, 
se cansar, 
enjoar. 

Eu vou fazer o possível
e o impossível para continuar saudável, 
continuar bom pros dois lados. 

Eu não quero ver você sofrer 
e nem me ver sofrer. 

Eu não vou aguentar essa estrada sem você, 
acho que não dá mais. 

Eu quero entrar nesse barco de cabeça, 
quero voar nessa asa com você. 
Eu quero mesmo que dê certo. 

Que seja doce 
dessa vez.

terça-feira, 6 de dezembro de 2011

Passarinheiro.


Eu quero ter dias iguais ou melhores que ultimamente tenho passado. 
Eu quero ficar perto de você, eu quero marcar você, como você me marcou.
Eu quero ser a tua tatuagem, o teu caminho para o paraíso. 
Eu quero ser e quero que você seja totalmente meu.
Sou egoísta, sou ousado, sou chamativo.
Mas pra você, eu quero ser tudo, tudo e mais pouco. 
Eu quero ser a sua paz, como você está sendo a mim. 
Eu tenho uma lista de desejos
do que eu quero, 
do que não quero, 
do quero pra você, 
do que não quero pra você,
do que eu quero pra nós, 
do que eu vou conseguir pra nós, 
do que eu não vou deixar chegar a nós. 


Eu te amo, passarinho.  

Quarta Feira.

"Quero ficar no teu corpo, feito tatuagem."

O sol raiou, as estrelas foram descansar, eu abri os olhos e me pareceu tudo muito colorido. O céu que outrora estivera acinzentado, hoje me parece vibrante chamativo e alegre. Saltei com todas as forças para o dia, estava entusiasmado, sorri e olhei a criança que estava diante de mim no espelho. Assim começou o dia, o nosso dia. Hoje eu arrasei na sala de espelhos, foram sorrisos para ambos os lados, foram alegrais transmitidas no olhar, nunca pensei estar tão feliz em tão pouco tempo, mas aceito. Nunca recusei minha felicidade (ou alegria, como queira chamar). Eu passava pelas ruas movimentas e as sombras trevosas me parecem setas e/ou placas para o paraíso, tudo que antes eu achava errado, sem vida, negro, trevoso, hoje, por hoje, eu achava lindo, eu percebia que tudo tem um lado bom e um lado mal, basta você decidir, qual vai chamar atenção pra você. Eu prefiro o belo, hoje eu prefiro o belo. Estou romântico, estou sadio, estou feliz, como a muito tempo, eu não me via, estou em fase de renovações, em fases boas, em boas relações. Todo o mal estar que antes permanecia em mim, hoje não se encontra aqui. Não vou dizer que você, por que não foi. Foi o que estou sentindo, o que estou me proporcionando sentir, o que você me proporcionou sentir, o que você acordou em mim, foi de repente que aconteceu, mas não foi repentinamente que deixei vigorar, foi por que eu percebi que valia a pena (ou galinha inteira, como desejar). O dia prosseguiu, não reclamei, não chorei, não briguei, foi tudo muito lindo, foi tudo muito belo. A minha alma está em paz. Ah, eu não quero que isso seja um sonho, pois de todo sonhos têm que acordarmos e eu não quero voltar pro que eu passei antes, não mesmo.   

domingo, 4 de dezembro de 2011

Quem sabe isso quer dizer 'amor'.


Foi estranho aceitar o que me era dado, tenho receio de receber, tudo que é dado facilmente. Apareceu-me em um dia ensolarado, com algumas nuvens no céu, sorri e acenei, você retribuiu, eu estava ali cercado de bebidas, cigarros, amigos, risos. E você me chegou, não entendendo nada, não se encontrando em meio aquele caos, eu levantei com um pouco receio - confesso - e fui falar com você. Você ali, todo pequenino, todo amoroso, todo meu, só meu. Eu aceitei você de braços abertos, você me pareceu em um momento tão difícil pra mim, parece que você clareou toda a escuridão que eu me encontrava há tanto tempo. Estou tão nas nuvens, que eu nem eu me entendo ainda. A paz que se encontra em toda parte, o arco-íris que se manifesta em toda e qualquer região é você que traz. Eu sorrindo te aceito, eu sorrindo te quero aqui, eu chorando me despeço de você, toda vez que você tem que ir embora, mesmo que seja por breve tempo, eu não consigo mais suportar sua falta. Eu vou dormir pensando em você e penso em você acordando. Eu te espero, eu te quero, eu te devoto. Eu te amo.

"Pensei no tempo e era tempo demais, você olhou sorrindo pra mim. Me acenou um beijo de paz, virou minha cabeça." 

quarta-feira, 31 de agosto de 2011

Apenas.

Eu sou o mal cheiro que saí da sociedade.
Eu sou a visão humilde da sociedade.
Eu sou a ejaculação precoce da sociedade.
Eu o erro da sociedade.
Eu sou a traição da sociedade.
Eu sou o pedaço do mal da sociedade.
Eu sou a reza da sociedade.
Eu sou a maldição da sociedade.
Eu sou tudo que há de podre na sociedade.
Eu sou o caixão que leva a sociedade.
Eu sou a parte mais importante da sociedade.
Eu sou a sociedade.

Desabafo Apaixonado.

Eu espero, sim, eu espero. Eu espero que você se encontre no meio dessa sociedade, eu espero que me olhe nos olhos, eu espero. Espero que esse amor que eu tenho a você, se acalme, se aquiete. Eu quero o seu bem estar, mesmo que seja nos braços de um outro alguém, eu quero seu bem estar, pois não posso obrigar ninguém a me amar. Eu espero que sorria pro sol, pro vento, pra chuva, pro pássaro a janela, sorria pra você mesmo, só isso.
   Eu quero ser o teu poço, teu refúgio do mundo, sua última esperança, quero ser a sua paz, a sua alegria. Quero ser os braços pra te acolher, ser tua comida, teu coração, ser seu. Pra sempre seu.

quinta-feira, 7 de julho de 2011

Única crise.

"Socorro, alguma alma, mesmo que penada. Me entregue suas penas."

E por vezes, muitas vezes, eu tentei.

- Eu sentei na varanda, estava bem frio, então me veio a lembrança da viagem a Mykonos... Que lugar lindo. Mas, logo desejei que passa-se, preferi não pensar de quando estavas comigo, acho melhor. Tá, é besteira eu sei, mas, é como eu me vejo livre de você, livre da tentação que é você pra mim. Acho melhor encerrar essa conversa comigo mesmo, está ficando chato. 
- Ué, não fuja de tais assuntos que tanto te afligem - Disse o eu-lirico que conservo em mim.- Se tem uma dor, tente curá-la, não se faz uma operação sem mexer na ferida. 
- É, meu caro, mas, não se faz uma operação sem a anestesia. E, não tenho mais meus remédios de dormir.
- Não é dormindo que se resolve nada, é acordado, muito bem acordado.
- Tá, não quero continuar com o assunto... Acabou.

E tentou especular mais algumas coisas, não deu ouvidos. O assunto acabaria ali. E penso que seria bem melhor se tivesse nunca começado. Prossegui escrevendo alguns poemas, algumas cartas - que nunca serão entregue - e rir sozinho com lembranças. Mas, acabei por percebendo de que nada valeu a vida, os amores, os risos, os choros, de nada valeu nada. E sei que poucas pessoas entendem o que eu escrevo, e muitas fingem que entendem, acabado por assim dizer, que de todos os dias que eu vivi e revivi, nada será contato, a não ser pelas breves emoções dada em alguns momentos.  


Obs: * Frase entra aspas é de uma música, do artista Arnaldo Antunes. 
         * E nem eu mesmo, explicarei tal texto. 

domingo, 3 de julho de 2011

Sensação íntima.

Não é amor, talvez obseção, talvez masoquismo. 
É pior que o amor, é pior que a beleza que o amor traz. É estranho, é indeciso, é feio.
Uma coisa que só foi aumentando, igual a uma bolha, só cresce.
Faz muito mal a mim, muito mal a nós, eu tenho você aqui, no meu colo, nos meus braços - nos meus pensamentos sempre - mas, não é o que eu quero.
Eu quero paz, amor, poesias, com ou sem você.
Eu quero que você me queira, cansei de sofrer, talvez seja essa a verdade.
Tive muitos amores, mas nenhum deles foram igual a você, nenhum.
Você ou o meu amor por você - não sei direito - é diferente, é um mal que me faz levantar da cama, que me faz chorar, rir do meu choro e chorar novamente. Como uma roda. Nunca para, nunca.

quinta-feira, 26 de maio de 2011

O doce deleite.

            Foi a unica vez que ele não quis argumentar. Clara continuaria em pé, esperando o tal - metaforicamente falando - homem que nas noites anteriores, fizera juras concretas de amor, mandará flores pelo carteiro, que fez muitas estrepolias. Na ultima noite, falou que iria passar em seu apartamento para apanhar algumas roupas. Clara concordou, eles se despediram, Clara não fora trabalhar naquela tarde, alegou que estava doente - e estava mesmo, o nome de tal mal era paixão - , Clara estaria apaixonada - e não aguentaria tal sentimento em seu peito frágil, pequeno e delicado.- O homem a quem juraria seu amor puro, não chegava até aquela hora, isso porque já se passava das 20:30 hrs. Ela esperava ansiosa, pensava que havia acontecido qualquer imprevisto. Não, ele não retornaria a sua casa, nem a cama, muito menos aos braços de Clara. Não quis nem ao menos voltar pra usufruir pelo ultima vez do seu corpo puro.
            Clara ligou para o tal anfitrião de seu coração, ele atendeu. Ela o perguntaria - nunca se arrependeu tanto de fazer uma pergunta na sua vida - o porque dele não ter voltado, ele falou toda verdade. Sim, toda a verdade, nua e crua, explicou aos gritos e risadas espalhafatosas que não queria nada sério, que ela era só diversão e tantas outras coisas chulas.
            Clarinha, uma menina tão frágil, preferia a morte a ouvir aquilo tudo e fez uma ultima pergunta.
            Mentiu todas as vezes que me jurou amor? Ele não respondeu e desligou. 
Foi a unica vez que ele não quis argumentar.

terça-feira, 17 de maio de 2011

Despertar.

Se me quer de verdade, não me engane, magoe, machuque. Por que não sei, não consigo mais me refazer, não aguentaria me desmontar totalmente, novamente. Eu me entregarei de verdade a você, se assim quiseres. Agora, percebo antes de todos quando não me querem mais, quando não me querem e ainda sim, não falam. E depois só a minha verdade e minha explicação me vale. Aprenda.

quarta-feira, 27 de abril de 2011

Apenas uma noite.

Aquela noite foi tão especial, só por causa dele.
Se ele não estive lá, nada seria como o foi.
Nada seria tão especial, mais passou.
E eu acho que não volta mais. Não vai. 

Destino fantasioso.


Das noites mal dormidas, dos choros incontroláveis, das promessas de amor, disso tudo eu sinto falta, até dos amassos quentes na cama. Mas passou, nada tem o verdadeiro “feliz para sempre" dos contos de fadas, dos contos da Carochinha, não fui príncipe encantado, não tive uma fada madrinha, não fui um coelho falante, não caí num país das maravilhas, nem ao mesmo o seu amor eu tive, mais acabou, fechamos o livro, apagamos as promessas. “Agora é momento de tentar um momento novo, ficar esperando sempre, pelo palácio de cristais, pelos cavalos brancos, pelos ‘‘Dom Quixote’s”? Não mesmo. Hoje eis o momento que todos esperavam o momento que quem sabe o começo de todas as historias de folhetim tradicional conhece, o momento que a mais angelical das pessoas, é na verdade a bruxa má, o feiticeiro cruel. Agora voltemos à realidade, sofri, chorei, como todo ser humano. Não posso ser melhor que ninguém, posso parecer mais acreditar não. Sofro como qualquer outro.

O café, a porta.

Mas uma caravana se passa. E eu continuo aqui tomando meu café ao olhar pelo fresta da porta como se ver lá fora. O inverno chegando ríspido e você sem um agasalho lá fora. E assim no teu corpo eu fui chuva, pela primeira vez, eu escorreguei pelo seu corpo. Sorri, menina. O meu café esfriou e você não voltou.

Assim a liberdade.

Eu estou livre, bêbado e livre.
O sol abriu lá fora, eu estou livre.
Eu vou dizer a minhas lembranças que terminou o cigarro e o café.

A quem se foi.

Talvez, eu tenha cansado dos prazeres que a bela vida me deu. Sim, eu cansei desse sentimento - estranho mal colocado - que habita dentro de mim, dessa ligação - masoquista - que tenha se criado. Cansei das pessoas que me rodeiam. 
Eu não sei o que quero, estou descartando o que não quero. A primeira é esse sentimento forte - do qual, talvez eu não queira chamar de amor - que se instalou aqui dentro. Chego a pensar que é ele que me levanta todos os dias, achando que vou ter você aqui, mas é uma mera ilusão. Percebo que o carnaval do meu coração anda tendo brigas de folião e é tudo por sua causa, por que você me imprime esse sentimento ruim que eu levo pra vida, talvez.
Eu não consigo hoje escrever sem que não seja embolando as historias... Pois você sempre entra nos meus pensamentos e fica aqui sem soltar tudo o quero. Sem dizer tudo.

Ne me quites pas.

- Não se vá.
- (Silêncio.)
- Não se vá, fique aqui.
- É preciso ir.
- Então vá.
- Me desculpe, mais é preciso. (Bate a porta.) 

E assim ele se foi, bateu a porta e não olhou pra atrás, acredito que não quis tentar pensar no passado. E o inverno chega pra saudade aumentar. 

domingo, 3 de abril de 2011

Complexidade.

Eu sou o escuro da noite, o frio da madrugada, o choro na frente do espelho, a mão congelada no seu rosto, sou o poço profundo de dor do mundo, sou o largado na estrada, sou o complemento estranho do seu riso, sou as lágrimas que dos olhos de Deus caía, sou o errado do certo, sou a noite do dia. Eu sou a escuridão do mundo. Eu sou tudo de errado que pode haver, eu sei que sou. O seu outono esquecido, por que sempre esquecem o outono e as suas noites geladas, as folhas que caem, sempre esquecem os tons cinza que trago. E será sempre assim, acredito que até o final de tudo, será assim. Mas, o tudo nunca acaba então viverei sendo esquecido, sendo rejeitado. Sendo tudo que acham ruim, por muito tempo. Mas, um dia espero que vejam que sou o que no final glorificariam, eu sei que vão, por enquanto continuarei sendo: o preto do arco íris, o rabiscado do desenho bonito, o papel amassado e jogado no lixo, o espelho quebrado, a reflexão suja, a mente poluída, a falta do amor. Serei o ódio do amor, a in-felicidade da esperança e o choro da criança.

sábado, 2 de abril de 2011

Tanta Exigência.


Acredite, eu já pensei em desistir de você, deixar você ir sozinho e se caso desviasse de caminho, eu nada faria. Mas percebi que não sou capaz de te deixar ir, porque eu preciso da tua presença, eu preciso de você comigo, o tempo todo. Não devia ser assim, eu não devia precisar tanto de você, mas pelo rumo que as coisas estão tomando, percebi que preciso de você mais do que você precisa de mim. Por mais que você não queira a minha presença, eu não vou te deixar na mão, não vou te deixar sozinho. Só prometa que não fará o mesmo por mim. Se eu precisar, não esteja do meu lado, não me ajude, assim como eu fiz e farei com você, pois o que eu mais quero e nunca precisar de você, nem da sua ajuda. Eu só quero é te esquecer e ficar sozinha, pena não poder fazer o mesmo por você, parece que tem um fio, uma ligação invisível que nós une, por que não cortar? E você como ficaria sozinho, perdido no mundo, sem ninguém pra te dar um apoio, uma mão, sem ninguém pra te fazer carinho quando precisar? Eu morreria só em saber que você está sozinho e triste ou até mesmo, acompanhado e triste. A sua tristeza o que me faz tentar suicídio todos os dias, me sinto impotente, sem poder te falar todo esse amor que vive dentro de mim, toda essa paixão quer que saia, mas, não vai, não vai mesmo. Não conseguirei, não poderei te contar jamais. Eu sei que você não aceitaria, fugiria e iria, começar tudo de novo, eu atrás de você e você me ignorando... Eu te amo, não posso te deixar ir, jamais, você é meu, eu nunca serei seu, mais você será pra sempre meu. E fique do meu lado, o tempo que precisar, espero que seja longo esse tempo, até breve, nobre cavalheiro. 

Amélia.


Acabou, tudo o que tinha de perfeito entre nós acabou. Pra melhorar - e complementar, se for o caso - a palavra perfeito ou perfeição - fica a sua escola o substantivo - acaba aqui e agora. Tudo que eu sempre achei perfeito acaba agora. A mulher perfeita - a querida Amélia, não queria ter que fazer isso, mais é preciso, pro nosso bem - se desmonta aqui e agora, o casamento perfeito acaba agora. Os sonhos, os desejos, as noite volúpias de amor? Tudo acaba agora, o nosso lindo e perfeito - sou difícil de dizer, eu concordo - amor, morre aqui, junto como tudo que passamos e vivemos - e até viveremos - acabou simplesmente acabou. Acredito que daqui em diante, pensaremos melhor em chamar e acreditar qualquer coisa de perfeito. E a Amélia que dentro de mim vive? Essa morrerá o mais breve possível, pois de moldados e criados já basta um. Nunca admiti que acreditassem na falsa Amélia - a mulher perfeita - acredito que nem coração a tal tinha, pra nem se quer sofrer. Que pena da Amélia, ela que era mulher de verdade - pena nunca existir. -. Agradeço desde já, por ainda me deixares eu escolher o melhor caminho a seguir. Não acredito na primavera, ela é bonita e perfeita. Acredito no inverno, ele é frio e cortante, é isso que talvez seja a perfeição. 

segunda-feira, 21 de março de 2011

Do meu amigo, Matheus Alves para o Luiz.

" Por mais que o tempo tenha me levado, ou eu esteja tão distante, não esqueci do que sempre disse pra você, e do que sempre disse que iria fazer. Eu estou longe, mais ainda sim, te vigio, te amo e te cuido mesmo você não vendo. Não sou uma pessoa que não cumpre o que diz. Esse meu amor por você não vai passar, mesmo que eu diga. Cansei. Agora estou indo, até algum dia! Beijos da pessoa que SEMPRE vai te amar do jeito que você é! *-* "

Matheus Alves. 

Obs: Este texto não é de minha autoria. Esse texto é de um amigo, dedicado a outro amigo. O meu blog foi só um intercâmbio. Sem mas. 

domingo, 13 de março de 2011

Meros momentos.

Eu demorei demais pra seguir em frente, aliás, eu nem sei se é isso o que eu estou fazendo agora. Eu tentei demais, fiz demais, me virei em dois, era que no fundo eu sabia que você nunca tentaria ou faria nada parecido. E agora, o aperto no peito está indo embora, a saudade às vezes me manda lembranças e o seu sorriso que ainda insistia por iluminar minhas noites, está se apagando junto com as luzes do meu quarto. E agora, você está se tornando só mais uma história, daquelas que o tempo faz questão de apagar os detalhes e as cores nítidas. Você se tornou uma vaga lembrança na minha memória, você não se fez por dignos de suas promessas, você falhou, mais uma vez falhou... Como sempre fazia. Você sempre falhava em tudo e falhou mais uma vez. Calma, você não terá oportunidade de falhar novamente, agora acabou. Sim, agora está tudo acabado, o capitulo foi encerrado, agora é novas paginas a ser escrita, você não foi excluído do meu livro, só deixou de ser o mocinho pra ser o antagonista da historia. Talvez esse seja seu verdadeiro papel aqui, fazer sofrer, essa sempre foi a sua vocação. Sempre. 

A carta.

Segue abaixo, uma carta escrita na fria madrugada de treze de março de dois mil e onze, ás cinco e dezoito da manhã de domingo. 
Essa carta nunca foi entregue ao seu verdadeiro destinatário(e meu - por esse breve momento- amor.)



" Rio de janeiro, 13 de março de 2011."

Bom dia, meu caro(a):

" Sem que ninguém desconfie, sem que ninguém saiba. Passei dias, horas, meses (talvez), tentado saber como organizar tudo o que eu queria falar sobre você e para você de forma suave, sem que fosse volúpia e nem vulgar. Pensei em lindos versos, lindas mensagens famosas. Mais não explicaria tudo o que tenho dentro de mim, queria um modo de desabafar e vi que desse modo seria mais fácil e mais verdadeiro. Eu te amo sim, não queria, juro, não queria nunca te amar, podia morrer sem amar alguém a ter que amar você, meu infinito esplendor. Mas, veja meu nobre que se fossemos os mentores do nosso coração não teriam lindas guerras, brigas, mortes e mais mortes. O amor é sim, algo belo, mais muito perigoso e traiçoeiro, veja eu, na imensa covardia não consiga guardar pra mim mesmo tudo o que sinto, será ironia? Será insanidade? Não. É amor, por mais horrível que se pode parecer, por, mas podre e sem razão. Tente me compreender que não escolhe te amar, não escolhi te escolher. Que fique bem claro ao longo dessa carta, não estou pedindo a momento nenhum que me ames, que fique comigo, que se case, NÃO! Peço só, que tente entender, que tente saber como eu me sinto. Compreendo e sei que amas outra pessoa, compreendo e concordo que sejas feliz com outra pessoa... Mas, não poderia jamais, te privar de uma coisa tão feia que aconteceu comigo. Com você estando relacionado. É a vida brincando de novo comigo, é a vida que escolhe por quem devemos sofrer, por quem devemos chorar e não nós. Se meu coração te escolheu, pode até ter uma parcela de culpa minha. Eu só queria te dizer, que por mais que digam que sou errado, eu te amo. Ah, antes que termine essa carta (da qual você nunca tomará conhecimento.). Eu vou lutar até o meu ultimo suspiro pra acabar com qualquer sentimento em relação a esse amor. Talvez um dia sejamos amigos, como somos hoje. Mas, isso o senhor tempo dirá. Eu te amo e não queria ter que dizer isso. 
Um abraço, meu amor. "  

sábado, 5 de fevereiro de 2011

Conturbado desabafo.

Sorrisos enviesados, choros contorcidos, gritos abafados, risadas controladas. É assim que tenho me sentido ultimamente, é assim que tenho me sentido desde que nasci. Com laços estreitos, amores imperfeitos (hoje, eu não vim falar de amor...), sempre me senti meio controlado, meio estreito (não sei, ainda as palavras a qual usar.). Nunca tive a tal liberdade, nem quando criança, nem quando adolescente e acredito que não terei na minha idade adulta, acredito que sempre será assim, tudo meio poético, mas não passará da mais suja mentira vivida. Mas, eu acredito na verdade que eu inventei, nas verdades dos livros, que posso ser livre e posso ir onde quiser, quando quiser, com quem quiser e até mesmo sozinho... Acredito que por mais que controladas sejam sempre verdadeiras as minhas risadas, por mais que abafados, são sempre atordoantes os meus gritos, por mais que contorcidos os meus choros conseguem me esvaziar a alma e sorrisos enviesados serão sempre enviesados. E as coisas continuam as mesmas, só o nosso redor que muda.

quinta-feira, 20 de janeiro de 2011

O santo relicário

Aqui são rastros de caminhadas, são lembranças que busquei na noite, na rua, nas estradas em que passei. São coisas que fazem sentindo a mim, só a mim. São moedas, cores, gritos, bréus, folhas, rascunhados. Coisas que me revelam. São vinhos e cigarros roubados, emprestados, são de tudo um pouco. São lembranças e momentos que guardo no meu relicário, onde levo tudo comigo, pra caminhar nas estradas que ainda passarei. Estradas essas que guardarei alguma lembrança, seja essa qual for. Guardarei risadas do meu avô, choros da minha mãe, tapas do meu pai, carinhos da minha avó. Guardarei as noites na janela com um cigarro, uma caneca de café e a lua na conversa. Guardarei momentos bons e ruins, que formarão a minha personalidade. Guardarei e guardo no meu relicário, pra sempre. Enquanto viver.