quinta-feira, 25 de novembro de 2010

Falsário.

Não é muito digno tirar conclusões, eu sei. Mas elas são minhas e com elas faço o que bem entendo. Até porque, falar sobre dignidade com você, é realmente complicado. Se falar a verdade pra você é sacrifício, ser digno
torna-se quase impossível, não é mesmo? Das conclusões que tirei, dos pensamentos que argumentei, tudo que é relacionado a você, mereceu ser colocado em último plano. Não, não adianta argumentar sobre conceitos de amizade. Você não passa perto disso e nem sabe o quanto significa coisa alguma. Lamento, não por você, é claro. Lamento pela nojeira que você é, e pelas pessoas que você polui com esse ar podre que deixa por onde passa. Sua falsidade não me contagia. Não se sinta importante. Comento sobre você aqui, não porque merece, e sim, como diriam os antigos e sábios, porque só se comenta sobre quem dá motivos. E você é um motivo abarrotado de argumentos sujos e nojentos. Sua 'falsa amizade' eu jogo no lixo, juntinho com todas os planos inválidos que você mirabolou para prejudicar a minha vida.

sexta-feira, 19 de novembro de 2010

Antípodas.

Quero lhe fazer uma pergunta, mas responda com sinceridade. Você ama alguém? Jamais amou?
- Sim, mas…
- Não há mas. Quando se ama não existe mas.
- O mas é que posso amar outra pessoa também.
- Veja só…um menino de yeshivah e fala como um verdadeiro Don Juan. Quantas amantes teve até hoje?
- Só uma, Gina.
- Pelo menos é honesto, ou parece. Mark era mentiroso, um mentiroso horrível, patológico. Todo o tempo me escrevendo aquelas cartas ardentes – que chegavam a chiar entre meus dedos. Se as pessoas podem mentir tanto, a vida não vale nada. Você disse que estava interessado em escrever, e tudo mais. Por que as pessoas mentem tanto? Qual o motivo?
- O motivo é haver leis que são mentiras desde o começo. O seu Mark pode ter amado você e seis outras ao mesmo tempo. Não podia assinar um contrato para amar você a vida toda. Obviamente teve outras o tempo todo. Só me admiro de você não poder entender isso.
- Eu entendo, entendo, sim. Posso entender tudo – até cada ladrão, cada assassino, cada degenerado. Mas só posso amar uma pessoa. Desde o dia em que o encontrei amei só a ele, e todos os meus sonhos foram só com ele.
- Não é culpa dele se tem natureza diferente da sua.

segunda-feira, 15 de novembro de 2010

Insanidade.

- Isso é uma prisão?
- Não. É um hospício.
- Eu não sou e nunca fui louca.
- Tem certeza?
- Claro, tenho cara de louca?
- Pra ser louca, precisa ter cara?
- Acho que sim, eu não sou louca.
- É o que todos dizem aqui.
- Está bem, então sou louca. O que é um louco?
- O que é um louco? Que pergunta mais besta.
- Me responda o que é um louco?
- Você não sabe o que é um louco?
Ela não tinha a menor idéia do que era um louco. Essa palavra era empregada de uma maneira, completamente anárquica: diziam, por exemplo, que certos artistas eram loucos, pois viviam de uma maneira insegura, inesperada, diferente de todos os outros "normais".
- Eu não sei o que é um louco. Mas eu não sou. Sou uma suicida fracassada.
- Louco é todo aquele ser que vive em seu próprio mundo. Como os esquizofrênicos, os psicopatas, os maniacos. Ou seja, pessoas que são diferentes das outras.
- Como você?
- Entrentando, você já deve ter ouvido falado em Eistein, dizendo que não havia tempo nem espaço, mas sim uma união dos dois. Ou dos Beatles, que fizeram uma música diferente e se vestiram como pessoas totalmente fora da sua época.Todas estas pessoas viviam em seu próprio mundo. E todas essas foram acusados de loucos.
- Você não parece louca.
- Mais sou, embora esteja sendo curada, pois  meu caso é simples. Quero e preciso continuar louca, vivendo minha vida da maneira que gosto e sonho, e não dá maneira que os outros desejam.
- Sabe o que existe no mundo lá fora?
- Pessoas que acham que são normais, por que todos fazem a mesma coisa. Vou fingir pra eles que também sou igual a eles.
- E quem será louco ou normal?


Inspirado no livro: Veronika decide morrer do escritor Paulo Coelho.

quarta-feira, 10 de novembro de 2010

Fingimentos.

Hoje eu estava mesmo é com vontade de sair pelas ruas com um sorriso enorme estampado no rosto. Garantindo a mim mesmo que tudo estava bem (sendo que não é assim). Mas tem vezes que é tão gratificante enganarmos a nós mesmos... Tão simples. Fingir que nem me lembro mais. Queria ser como pele morta... Tocam, furam, provocam... E eu nunca os sentiria. Assim, indiferente. É difícil responder aos estímulos se você não tem mais um foco, se você não espera mais nada da vida. Destino é só uma desculpa idiota para deixar as coisas acontecerem em vez de fazer com que elas aconteçam (realmente). É tão estranho mas, no momento, só existe uma pessoa que me faz bem, e sim, é ele... Me faz tão bem que quando estamos longe só penso nele, só quero ele, só me refaço por ele... só sinto ele, seu cheiro, o seu abraço, o seu beijo, seu toque. É meio ignorante ou arrogante de minha parte, sei lá... Mas só permaneço onde estou por ele e acho que vai ser assim... Por um bom tempo.

Diálogos ou liberdade?

- Ela é tão livre que um dia será presa.
- Presa, por que?
- Por excesso de liberdade.
- Mas essa liberdade é inocente?
- É. Até mesmo ingênua.
- Então por que a prisão?
- Porque a liberdade ofende.

Intimidades

Um certo dia falei para mim mesmo que sairia por aquela porta e conheceria uma pessoa sem precisar procurar no meio da multidão. Uma pessoa que soubesse se aproximar sem ser evasiva ou que não se esforçasse tanto para parecer interessante. Uma pessoa de quem eu não quisesse fugir quando a intimidade derrubasse nossas máscaras, que segurasse minha mão e tocasse meu coração. Que não me prendesse, não me limitasse, não me mudasse, uma pessoa que me roubasse um beijo no meio de uma briga e me tirasse a razão sem que isso me ameaçasse. Que me dissesse que eu canto mal, que eu falo demais e que risse das vezes em que eu fosse o desastrado. Uma pessoa de quem eu não precisasse... Mas com quem eu quisesse estar sem motivo certo. Uma pessoa com qualidades e defeitos suportáveis, que fosse linda e tivesse olhos só para mim!  E assim eu não conseguiria olhar em outra direção. Que me encontrasse até quando eu tentasse desesperadamente me esconder do mundo. Eu falei que queria sair por aquela porta e conhecer uma pessoa imperfeita, mas feita pra mim... e foi exatamente o que aconteceu!

Borrões e Conversas

Está aqui o que uma caneta, uma folha, um assunto chato ao telefone e uma mente que não para quieta pode fazer. Rabiscos e mais rabiscos, olhares ao nada, tudo tão monótono.

Perguntas?

O meu levantar de confusões obscuras, obscenas, levantou hoje uma grande questão: Onde esses seres racional-mente irracionais vão parar? Eu odeio tanto essas questões filosóficas sem pé nem cabeça. Quem quer saber onde iremos parar? Eu não quero.

domingo, 7 de novembro de 2010

Nada é tão certo sem ele.

O sol já não nasce tão belo como nascia, o galo não canta mais na aurora como cantava, o vento não bate nas janelas como batia, nada mais está certo. Diga que é pra ele voltar, que sem ele eu não sou eu, sem ele nada está certo. E diga também que por ele , eu paro de fazer tudo, eu paro a minha obsecção de amor que tenho, eu não vou mais pedir nada em troca. Só dê esse recado a ele, ou pelo menos deixe na fenix morta dele, que por fim das cinzas volta.

sábado, 6 de novembro de 2010

Tempo

Contratos feitos com o tempo, pra nós não valeu de absolutamente nada, nada mesmo. O nosso amor, o nosso lindo amor, sumiu, esvair-seu pelo vento, o tempo é nosso maior inimigo meu bem, eu já tinha te falado isso. Era incontestável que isso um dia aconteceria, nada é pra sempre meu amor. Nada mesmo.